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Na noite desta sexta-feira (1/8), o secretário de Cultura, Raimundo Salles, recebeu o grupo Demônios da Garoa no Teatro Municipal de Santo André. O show foi muito animado, inclusive por um de seus integrantes, Sérgio Rosa, que a cada pausa de música, contava uma estória engraçada para alegria do público que lotou o teatro.

O Grupo, que este ano, completa 70 anos de estrada e continua a todo vapor, surgiu na década de 1940 com o nome de “Grupo do Luar” fundado por Arnaldo Rosa. Em 1943, cantando pela primeira vez norádio, venceu um concurso de calouros, chamado A Hora da Bomba, da Rádio Bandeirantes. O prêmio principal era um contrato para duas apresentações semanais na rádio.
O grupo mudou de nome por iniciativa do locutor Vicente Leporace, entusiasta do grupo. Este promoveu um concurso entre os ouvintes para que fosse escolhido o nome do grupo. Dentre as sugestões, foi escolhido o nome “Demônios da Garoa” por um ouvinte da radio não identificado até hoje. Vale lembrar que Leporace ao anunciar o conjunto em seu programa costumava chamá-los de “endiabrados” do Grupo do Luar.

Em 1949, durante as gravações do filme O Cangaceiro, conheceram o compositor Adoniran Barbosa. Nasceu a parceria que rendeu os principais sucessos do grupo e seu reconhecimento nacional.

Seu bom humor tornou-se a marca registrada do grupo. Em 1965, com mudanças na formação original, gravou “Trem das Onze”, a marca registrada do grupo (eleita em 2000, através de votação popular, a música-símbolo da cidade de São Paulo), conjuntamente com “Iracema”, “Saudosa Maloca”, “O Samba do Arnesto”, “As Mariposas”, “Tiro ao Álvaro”, “Ói Nóis Aqui Trá Veiz”, “Vila Esperança” e “Vai no Bexiga pra Ver”.

O grupo vendeu mais de dez milhões de cópias distribuídos em 69 compactos simples, 6 compactos duplos, 34 LPs e 13 CDs ao longo de sua carreira. A atual formação compõe-se de Roberto Barbosa (conhecido pelo codinome de Canhotinho), Serginho Rosa, Sydnei, Izael e Ricardinho (neto do fundador do grupo, Arnaldo Rosa). Noutros tempos, o grupo já contou com a participação de Ventura Ramirez, nome expressivo em São Paulo no estilo violão de 7 cordas, com uma técnica peculiar que marcou a história e os arranjos dos Demônios da Garoa por cerca de 30 anos.

Os dois últimos membros do conjunto, Arnaldo Rosa e Toninho Gomes, faleceram respectivamente em 2000, vítima de cirrose hepática oriunda de um tratamento na coluna, e em 2005, vítima de complicações do diabetes e do mal de Alzheimer.
Em 1994, os Demônios da Garoa entraram para o Guinness Book – Livro dos Recordes Brasileiro, de onde não mais saíram, como o “Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade”, além de receberem o disco de ouro pelo álbum 50 Anos.

A banda, que sempre se apresentou somente com os seus integrantes, a partir da gravação de seu primeiro DVD intitulado Demônios da Garoa ao Vivo, lançado pela BAND Music, agora conta também com uma banda de apoio, formada por bateria, violão de 7 cordas e contrabaixo.

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